04 TED Talks que podem transformar sua forma de ver o mundo

Eu adoro o TEDTalks. Toda semana vejo um ou dois vídeos sobre os mais variados assuntos. Medicina, empreendedorismo, comportamento… Tem TED para todos os gostos. Hoje eu elenco quatro videos que transformaram minha maneira de ver o mundo. Espero que também possam transformar a sua.

Observação: para ver com legendas basta clicar em ‘legendas’ no canto direito de qualquer video.

Susan Cain: O poder dos introvertidos

Com livro de mesmo nome, a escritora Susan Cain transforma um grande paradigma dos dias atuais. Em uma sociedade que valoriza demasiadamente os sociáveis e extrovertidos, a autora trás a ideia oposta argumentando que os introvertidos tem habilidades e talentos que devem ser reconhecidos, encorajados e utilizados.

Numa brilhante apresentação, a introvertida Susan prova que ser quieto não é defeito e que forçar um comportamento mais expansivo pode fazer com que perdamos grandes potenciais.

Minha vida se transformou depois de ver fora da caixa esse padrão social. Aceitei minha introversão, minha quietude e, incrivelmente, passei a ser mais comunicativa e firme.

Debra Jarvis: Sim, eu tive câncer. Mas isso não diz quem eu sou

Adoro esse TED! Assisto sempre que preciso dar uma chacoalhada interna e acordar pra vida. Debra Jarvis era capelã em um hospital especializado em cancer quando descobriu que ela mesma sofria da doença. Vivenciando o outro lado da moeda, Debra mostra como certas identidades – no caso a de vitima de cancer – podem ser paralisantes. Numa palestra desafiadora, ela ensina que nossas mais duras provações não nos definem e que devemos nos dar espaço para crescer e evoluir além de nossas experiências mais dolorosas.

Essa palestra sempre me tira da tão confortável zona do coitadismo. Assisto sempre que acho que minha vida está acabada, que nada tem jeito e que eu sou uma sofredora nata (todos nós temos esses dias de vitimismo, né não?). Quando desligo, pego meu tenis e saio para uma corrida, ou vou fazer alguma comida que eu gosto, ligar para algum amigo. Sempre saio transformada!

Andrew Solomon – Depressão, o segredo que compartilhamos

Andrew Solomon é o autor do grande best seller O Demônio do Meio Dia. Contando sua experiência com a depressão, empenhou-se em uma reveladora jornada pelo mundo, entrevistando pessoas com depressão, descobrindo, para sua surpresa, que quanto mais ele falava, mais as pessoas queriam contar suas histórias. Falando de forma clara e compassiva, Solomon prova que “o oposto de depressão não é felicidade, e sim vitalidade” e trás um viés contemporâneo e inovador sobre a doença.

Eu já lutava há anos com a depressão quando vi esse TED e depois dele comprei o livro de Solomon, que se tornou minha maior fonte de pesquisa quando o assunto é depressão. Longe de ser autoajuda, a palestra e o livro são focados em transformar nossa maneira de ver e experienciar a doença, nos mostrando o valor da medicina, da psicologia, mas também o poder da conversa, do amor e da compaixão para superar o demônio do meio dia.

Monica Lewinsky: O preço da vergonha

Monica Lewinsky é até hoje alvo de bullying. Quem não se lembra da estagiária que se transformou numa baita crise dentro da Casa Branca? Quando todo mundo ainda ouve Bill Clinton sobre o assunto, Monica se fez ser ouvida e nos trás uma aula transformadora sobre o poder da internet para destruir a reputação de alguém, em escala global. Paciente zero de um tipo de humilhação pública que infelizmente se tornou banal ela clama por uma mudança social que faça com que aspectos pessoais da vida de uma pessoa mantenham-se realmente privados.

Monica mostra todo o talento que a levou a conseguir um cargo na Casa Branca e apresenta a destruição que a internet pode causar na vida de alguém que, no fim, cometeu apenas um erro comum, que milhares de pessoas que a julgaram provavelmente já cometeram. A palestra dela me mostra o poder da compaixão e me ensina que não devemos condenar pessoas por um erro, seja ele da magnitude que for.

Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Sobre julgamento de valor

Esse post inaugura uma nova categoria no blog: Bem Estar. Nessa aba pretendo falar sobre atitudes e dicas que eu quero implantar na minha vida para trazer mais bem estar, tranquilidade e qualidade para meu dia a dia. E não me ocorreu melhor tema para começar do que “julgamento”. Essa palavrinha designa uma ação muito nociva para a mente e traz confusões muito perigosas para o coração. Julgamento de valor é quando classificamos as circunstâncias ou pessoas em duas caixas antagônicas: bom versus ruim. Tendemos a fazer isso sem nem nos darmos conta e reagimos a cada situação de acordo com essa classificação.

Ano passado minha palavra de honra foi gratidão. Resolvi colocar essa atitude em prática e aprendi a agradecer por tudo, mesmo que num primeiro momento não pareça ideal. Aprendi que para se manter grato é necessário abrir mão de todo o qualquer julgamento. Se quando algo acontece eu automaticamente classificar como ‘ruim’, ser grato por aquela circunstância torna-se além de mais dificil, mais doloroso. Então tomei a palavra tolerância como minha palavra de honra para 2017. Tolerar é antônimo de julgar. Quem tolera entrega, confia, aceita e agradece.

Tolerar é antônimo de julgar.

Julgamento pressupõe culpa. E culpa é um sentimento paralisante, que não trás nada de positivo para o indivíduo que sente, nem para o que é considerado culpado. Por causa da culpa, julgar é muito perigoso. Quando dizemos que uma pessoa ou situação é ruim, tendemos a não tolera-la, e por vezes agimos de forma agressiva em relação a ela. Quando julgamos que alguém nos fez algo ‘ruim’, agimos de forma impensada, culpando qualquer pessoa que nos pareça possível culpar. O problema é que culpa não gera transformação, não gera relacionamento. Culpa gera mágoa e rancor, e por isso, afasta o perdão. Julgar alguém (ou algo) é como decidir que o outro merece ser envenenado até a morte, mas quem toma o veneno somos nós mesmos.

Por outro lado quando classificamos coisas como ‘boas’ geramos uma expectativa imensa em relação a elas. E expectativas invariavelmente geram decepções. E decepções geram julgamentos, que geram culpa, que não leva a lugar nenhum! É um circulo vicioso terrível, que nos paralisa e nos limita.

Esse ano vou trabalhar para trocar julgamento por tolerância, culpa por responsabilidade, expectativa por perdão. Não quero mais dividir a minha vida entre acontecimentos bons e ruins, pois aprendi que eu sou o que sou por que coisas ‘boas’ E ‘ruins’ aconteceram, me ensinando lições valiosas que moldaram meu caráter e me permitiram chegar até aqui.

Sei que não vai ser fácil eliminar o julgamento dos meus dias. Mas se eu conseguir transformas pelo menos 30% do julgamento de valor em tolerância já estarei muito mais conectada com a gratidão. Pretendo começar a exercitar a tolerância comigo mesma. Parece egoísta, mas de verdade tenho sido meu pior algoz, me culpando por coisas ‘ruins’ e culpando os outros pelas expectativas que eu gero quando considero algo ‘bom’. Acho que a melhor forma de começar a ser mais tolerante é olhar pra minhas limitações de forma mais compassiva, aceitar meus defeitos de maneira mais humana, e parar de me limitar como ‘boa’ ou ‘ruim’. Me aceitar como eu sou, sem me julgar e me punir vai me ajudar a ser mais tolerante com as pessoas e circunstâncias da minha vida, me permitindo ser mais feliz e espalhar a felicidade ao meu redor! É um desafio e tanto, eu sei, mas acho que todos nós damos conta dele. um passo de cada vez.

😉